Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito do programa de rádio
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29.11.03
 
Há um lugar para nós
Algures, um lugar para nós
Paz e sossego e ar livre
Esperam por nós

Somewhere

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28.11.03
 


Tenho passado os dias e as noites apreciando as vistas sobre Riddarfjärden e o centro da cidade. Lembra-me um tempo morno, de prenúncios, de vagas premonições.
Ah se eu pudesse oferecer um presente no Natal ...

Dub a dub a dum dum
Dub a dub a dum
Dub a dum dum dub a dub
Dub a dub a dum
Dub a dub a dum dum
Dub a dub a dum
Dub a dum dum dub a dub
Dub a dub a dum

Wish I was at home for Christmas

Jona Lewie - Stop the cavalry_s.MP3

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25.11.03
 
Porque não o conseguem imaginar, não o querem !
Porque não o conseguem imaginar como possível, farão tudo para o tornar impossível.
Por tudo isto, odiar-te-ão por o tornares possível.


Leon KRIER



A revolta do arquitecto, é a revolta de todos os criadores.

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23.11.03
 
ESTOCOLMO.

"... safe, clean, and modern". (Neil Hannon - Divine Comedy)
Tem que se sonhar com alguma coisa.
Nem que seja para criar a vontade do regresso.


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22.11.03
 
Virginia Astley - Broken_exct.MP3

Afinal, ainda não foi desta que cheguei a BROKEN, da Virginia Astley.
Fica aqui um extracto daquela suave pérola que rola pelos ouvidos até aos corações.

BROKEN, I'M BROKEN.

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21.11.03
 
Há umas 3 semanas andava eu à procura da letra de "BROKEN", da Virginia Astley.
Deixa-me agora o C.Paris o caminho para ela.

BROKEN

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18.11.03
 
Trinta raios tem o cubo da roda, mas o vazio entre eles perfaz a essência da roda.

Da argila nascem os vasos, mas o vazio neles perfaz a essência do vaso.

As paredes com janelas e portas formam a casa, mas o vazio nelas perfaz a essência da casa.

Fundamentalmente :

A matéria contém a funcionalidade;

O que não é matéria contém a essência.


Lao Tse ( filósofo chinês - sec. V a . c . )

Este texto esteve afixado durante muito tempo num gabinete que partilhei, entre outros, com o Arq. António Durães. Foi ele que lá o colocou. E com aquela pequena folha que o continha, aprendi mais do que em milhares de páginas impressas.
A IF tem aqui a sua natureza explicada.

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" O mais importante é o que não pode ser dito ainda; o essencial, o secreto, é o que se não nomeia. Dizer é a periferia; o centro é o silêncio. " J.Wiborg (86)
Há muito que somos o centro, mas não podemos abandonar a periferia. Tu permaneces no centro, mas há muito que geograficamente não o suportas. Eu passo entre os dois, num território que não permite o vagueio. E, no entanto, quem dera voltarmos a ser o rouxinol anónimo (ou talvez, finalmente, sê-lo !) (03) ... a própria noite que em silêncio brilha: a clara noite, como um sonho futuro e verdadeiro. (88)


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17.11.03
 


Se eu estivesse hoje em Estocolmo, logo não faltava ao concerto de Georgie Fame, no Teatro Scala.
A música de Georgie Fame está algures entre o jazz e o rythm'blues.
A maior parte do público conhece-o pelas composições mais pop, como a Balada de Bonnie and Clyde ou Yeh Yeh, que teve uma versão largamente consumida nos anos 80, através de Matt Bianco.
Fame está muito para além disto. Tocou com Count Basie, mas também com Eric Burdon, Alan Price ou, mais recentemente, com Van Morrison.
Pois é. Se eu estivesse em Estocolmo ... Como não estou, talvez um qualquer administrador de Casino lhe dê a nostalgia e o contrate para vir cantar "uns velhos êxitos" no jantar anual dos "empresários labroscas" !
É ! É verdade. Estou um bocado ácido.

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16.11.03
 
Parece que tudo correu pelo melhor.
Não sei ainda o que motivou a libertação do Carlos Raleiras, mas ainda bem que foi assim.



Quanto à Maria João Ruela, não encontro nada melhor para dizer do que o início de uma canção de Bob Dylan, já com vinte anos ...

Well, the pressure's down, the boss ain't here,
He gone North, he ain't around,
They say that vanity got the best of him
But he sure left here after sundown.
By the way, that's a cute hat,
And that smile's so hard to resist
But what's a sweetheart like you doin' in a dump like this?


Para se ouvir um pedaço, entra-se pela capa do álbum onde foi publicada. Infidels (1983).


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15.11.03
 


À hora deste post, o Carlos Raleiras continua raptado no Iraque. Embora tenhamos trabalhado para a mesma rádio, pelo menos 12 anos, devo-me ter cruzado com o Raleiras meia dúzia de vezes. Talvez em alguma festa de Natal (quando as havia), no aniversário da TSF, na redacção (nas Amoreiras ? na Av. de Ceuta ?). Será que falámos alguma vez ao telefone por um qualquer motivo de trabalho ? Não me lembro. Seja como for, o Carlos é um colega e a situação é terrível.
No grupo de profissionais que foi atacado, está também o Pedro Baptista, para mim o Pedro Cristiano, repórter de imagem em serviço para a TVI. Não só trabalhámos juntos noutras paragens, como o Pedro foi também meu aluno. Há oito anos, com uma simples câmara de vídeo-8, ele apresentou-me um trabalho feito num comício da campanha eleitoral que levou Jorge Sampaio à presidência pela primeira vez. O Pedro era um adolescente, mas conseguiu com um enorme talento, trazer um "bruto" que estava capaz de ir para o ar sem mais. Isto é difícil. É preciso ter um sentido apurado da narrativa áudio-visual. Entusiasmei-o muito para seguir a carreira de operador de câmara. Ele avançou, recuou, regressou, ainda estudou Gestão, mas finalmente decidiu-se e entregou-se ao seu talento e capacidade.
Vejo-o agora ali, como dizia o outro, "algures no sul do Iraque", com ar tenso (pudera !) e tão longe daquela primeira reportagem que o ajudou a encontrar uma profissão. Quase me sinto responsável !
O que mais me impressionou foram os comentários que já ouvi. "Os jornalistas foram imprevidentes !". Paulo Camacho disse na SIC-Notícias : " se um só daqueles jornalistas que ali estavam resolvesse avançar, ai dos outros que não o fizessem ! Seriam crucificados pelas suas redacções e chefias."
Esta é a verdade. Não me puxem pela língua.
Espero que tudo acabe bem !

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14.11.03
 


Ainda não consegui ouvir este duplo duas vezes. Mas tem Alla Polacca e vários temas de Stowaways. Nestes passam uma série de boas memórias (influências ?) para quem tem boa memória. Eu ouvi lá desde Stranglers (Golden Brown) até António Carlos Jobim. Será assim ou será que a informação já é muita e também já não consigo processar convenientemente ?
Ah ! Mas "A" dos (do ? da ?) Alla Polacca, de "Not the white P ?" é das melhores coisas feitas por portugueses que ouvi nos últimos tempos. Ainda não consegui libertar-me da sua escuta quase compulsiva.


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13.11.03
 
Às duas e meia da madrugada de uma noite de nevoeiro, começo a ouvir o Canon de Pachelbel vindo da rua. Não é uma gravação. São cerca de 20 rapazes em traje estudantil. Vestidos de negro no meio da noite. Violas, bandolins, flautas e violinos. Cantam em sussurro. É uma serenata para uma menina que vive em frente. "Menina estás à janela". E ela está. Saberá o que lhe está a acontecer? Ao fim de 4 músicas, calam-se e dizem-lhe adeus. A menina, ou alguém por ela, abre e apaga a luz três vezes. Diz : obrigada.
Afinal ainda será diferente o "amor em Portugal" ? Naqueles momentos, passou pela rua uma qualquer impossibilidade para além da tristeza em que vivemos.
Foi tudo tão elegante e contido, que fiquei a acreditar que Coimbra ainda tem coração. Porque não o deixam pulsar ?

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Sei porque gosto de ouvir vezes sem fim a versão em piano de "Raining in my heart", por Robert Wyatt, no novo CD dele, "Cuckooland". Nostalgia. O tempo "em que tudo era ainda possível". A sala do piano, ao fundo do corredor, em casa da avó Emília. Os finais de tarde perfumados pelo jardim, com o ar morno suavemente cheio pelo som do piano da madame Borges. A belga corria a persiana da janela da sala, mas deixava os vidros abertos. O bairro, luminoso, devia agradecer, mas os clássicos do fim da tarde pareciam clandestinos. Sempre me apeteceu encostar ao portão da moradia e bater palmas quando ela fechava o piano. Dar-lhe até um amor-perfeito, colhido no jardim da minha casa. Nunca o fiz. Nunca ninguém o fez, embora dissessem "Ah! Que maravilha ... a madame Borges ...". Agora é tarde. Resta-me ouvir o piano tocado pelo Wyatt. Agora, que ele está ali, tenho a certeza, no mesmo estado de alma do que eu.

"Raining in my heart".


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12.11.03
 
"Eles transformaram os telejornais em ficção e o resto são 'reality shows'. Há cada vez menos espaço para coisas sérias, boas e rigorosas" - João Botelho, na abertura do Cinanima.
Apetecia-me dizer uma série de coisas sobre o poder que "eles" têm de construir um mundo hipócrita. Estou demasiado ocupado com a sobrevivência. Não tenho tempo para polémicas que não me dão o bem estar que "eles" sabem retirar para proveito próprio. E, porém, garantem-me, são conservadores e católicos.

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11.11.03
 
A Íntima Fracção - Programa de rádio - começa a parecer distante.
A liberdade conquistada não pode ser esquecida.
O regresso ao éter depende, exclusivamente, do espaço disponível para esticar a mão, no meio da noite, onde rola uma pérola que já não consigo esconder.
"Apenas me interessa o inabdicável."
E assim vai ser.


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Está aqui a parte IIc (final) do Köll Concert, de Keith Jarrett, do qual falei a propósito de "A" dos Alla Polacca.

keith jarrett - K lnConcert4_2.MP3

Foi gravado a 25 de Janeiro de 1975. Um improviso absoluto. Há outros concertos a solo que Jarrett gravou e que fazem parte da mesma linha.
Keith Jarrett sofre de "síndrome de fadiga crónica", mas os tratamentos têm resultado e, por isso, está de novo a dar concertos, tendo uma tourné pelo Japão programada para a Primavera de 2004.
Sexta, 14, toca em Seattle (EUA) e já deixou o seu aspecto afro (ele não é descendente de africanos). A cabeleira deu lugar a um corte bem mais curto como se pode ver.


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10.11.03
 
Radio Etiópia ( Patti Smith ). Radio Ga-Ga ( Queen ).
Quantas mais ?
As rádios portuguesas estão vazias. A maioria (refiro-me às rádios de expressão nacional) são RÁDIOS SEM ALMA. A TSF, que ainda marcava alguma diferença, não quis (ou não soube ...) resistir à uniformização da música. A estética radiofónica está moribunda. Noutra estação, passei uma noite a ouvir as horas, a data, e a identificação da rádio. A música era um bocadinho melhor, mas de resto faltava tudo. A linguagem radiofónica deve ser como a cinematográfica. Não há elemento algum que surja sózinho. Há sempre alguma coisa imediatamente antes e outra depois. Ignorar esse "racord" é matar a rádio. Neste momento, está quase ...
Entretenham-se com a Rádio Bolívia. É só mais uma !


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7.11.03
 


Ando a ouvir "A", dos Alla Polacca.

Alla Polacca - A_short.MP3

É verdade que cada vez me lembro mais do Köln Concert, de Keith Jarrett, mas há sempre uma atmosfera nova que me passa pelo coração de cada vez que oiço. Agora foi a do quarto do piano, em casa do Alvim, na Rua de Campolide, há muitos muitos anos. Nas teclas estava a infância a fugir, tão depressa quanto nós queriamos fugir daqui.



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5.11.03
3.11.03
 
Os Alla Polacca vão-me enviar os discos deles. Espero ansiosamente para ouvir "A".
Enviaram-me um mail muito simpático. Fiquei com a ideia que não conhecem a Íntima Fracção. Também quem é que manda o programa ser tão antigo, mas não se sentir velho ?
A verdade é que também eu não os conhecia e até venceram o Termómetro Unplugged. Imperdoável.


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No blog IF-NO-AR, os amigos da Íntima Fracção continuam a postar coisas magníficas.

A Cristina Fernandes colocou lá este texto.

A aurora estende um fumo de bruma sobre os rios e os lagos. É um véu que se entrepõe entre o Sol que se levanta e o seu reflexo, que se espalha na região do ar que o envolve. É o seu próprio calor que torna impossível vê-lo no instante do seu nascimento. Não conhecemos nunca o que começa no seu início. Qualquer causa em nós é recapitulada e fictícia.
Não conhecemos nunca o que acaba no instante do seu verdeiro fim. Todo o adeus é uma palavra que queremos acreditar que conclui. Ora ela não começa nada e nada acaba.


Pascal Quignard

E o Mário, que não conheço pessoalmente (o mesmo com a Cristina), deixou lá esta foto.



Azul aprisionado ?

É com o Mário e a Cristina que se está a projectar uma série de fotos que partem dos ambientes da IF. Dos ambientes, músicas e memórias da IF.
Entretanto está aí a chegar a Colectânea de Outono da Janela Indiscreta, partindo de sugestões dos visitantes e editada por mim. Como inclui voz e, por causa de uma constipação, a minha está boa para "escrever à máquina...", tenho que esperar mais um bocadinho.
Para além dos que já disseram que queriam o CD, quem mais quer ?

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1.11.03
 
A Antena 2 merece um zapping mais frequente. Parece diferente - para melhor.


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Às vezes, ainda vale a pena fazer qualquer coisa aqui.
Ontem, ouvi o "Santos da Casa", na RUC (porque será que oiço cada vez mais aquela rádio ?).
Valeu a escuta. Por tudo.
E também porque descobri os Alla Polacca num instrumental chamado "A". Ouvi aquilo no carro, num fim de tarde (já noite) muito chuvoso e com trânsito.
São coisas destas que me fazem ainda não ter emigrado para a Escandinávia, embora saiba que não vêm nas playlist.

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"Quis saber quem sou ... o que faço aqui ...". É assim que começa "E depois do adeus", a canção que foi a primeira senha para o 25 de Abril. Pois quase 30 (trinta !!!) anos depois a frase continua com todo o sentido. " ... O QUE FAÇO AQUI" ?
1. Continua-se a ficar admirado e muito contente porque umas eleições correm bem e com muito civismo.
2. Por uma breve distracção, caí nos directos das TVs e pensei que tinha havido eleições antecipadas e os empresários do futebol tinham tomado definitivamente o poder !!!

" ... O QUE FAÇO AQUI" ?

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Noite de Halloween.
Nesta época, em Coimbra, há a tradição das crianças irem bater às portas levando uma caixa de sapatos com olhos e boca recortados e com uma vela lá dentro. Também se usaram abóboras. Cantam os "bolinhos bolinhós ...".
Três obstáculos à continuidade da tradição:
- já ninguém tem abóboras numa casa da cidade;
- os sapatos não vêm em caixas;
- há cada vez menos crianças.


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