Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito do programa de rádio
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30.4.03
 
A propósito de Brigadoon ...
Recuperei agora uma entrevista que me fizeram para a RUC (Rádio Universidade de Coimbra), em 1990. Atrevi-me a indicar "a" música da década de 80. "The whole of the moon" dos Waterboys. Isto de escolher uma música, enfim ... Mas não retiro nada. Aquela canção (nem sei se é canção) é notável.


"I was grounded
while you filled the skies
I was dumbfounded by truths
you cut through lies
I saw the rain-dirty valley
you saw Brigadoon
I saw the crescent
you saw the whole of the moon!

I spoke about wings
you just flew
I wondered, I guessed, and I tried
you just knew
I sighed
but you swooned
I saw the crescent
you saw the whole of the moon!
The whole of the moon!".

A letra toda está aqui.

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Está bem, eu digo.
Segue-se pelo IC8 ( quem vier da auto-estrada apanha-o em Pombal ) em direcção a Castelo Branco. Ao Km 88 sai-se para uma povoação chamada "Mosteiro". Desce-se 2 km para um vale largo. Aí está à esquerda o pequeno paraíso encantado. Vê-se da estrada.
Já agora fica aqui uma imagem do mesmo local, mas no Inverno.



Escutei aqui mesmo o "Moon Safari" dos Air, na época do seu lançamento. Pouco tempo depois li uma afirmação deles que não me espantou : o disco é para ouvir no campo.
A cinco minutos daqui fica a Barragem do Cabril e a vila de Pedrogão Grande. Tem uma piscina coberta aquecida, envidraçada, com vistas para o campo. É tudo inesperado e ... calmo. Para comer, procura-se o "Penedo", do sr. Pedro e da D. Isabel. Jornais e revistas na papelaria do sr. José Carlos David. Do outro lado da rua há um "Espaço internet".
Espero que não se atrevam a perturbar este meu "Belgais" (ou será Brigadoon ?).

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29.4.03
 

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Agora que a IF entrou no 20 º ano de vida, podem contar-se alguns episódios. Neste caso, confirmo. A 50 metros deste paraíso, foi a IF realizada durante Julho e Agosto de 1996. O pequeno estúdio foi desmontado, transportado e remontado numa casa aqui perto. Fazia muito calor durante o dia. À noite, passava um ar fresco pelas janelas.
O local é lindíssimo. Pode mesmo escutar-se o silêncio. Há uma queda de água, que pode ser confundida com o mar ao longe. Ainda não sei se deva dizer onde fica este "vale encantado".

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Quem leia o post anterior pode pensar que "nado" em discos cedidos pelas editoras. Nem pensar. Esse tempo já lá vai. Quando a IF estava na Antena 1, mas só havia três emissoras de rádio em Portugal, sempre recebia alguma coisa. Agora não. Mas quase me atrevo a dizer que prefiro assim. Por mais resistências que haja, a Net há-de pôr algum equilíbrio nisto.
A IF não é uma playlist, nem aceita fazer promoções.

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27.4.03
 
Uma parte do meu trabalho consiste em "ouvir música". Procurar, no meio da imensa oferta dos dias de hoje, aquilo que me interessa para ajudar a desenvolver um tema chamado "Íntima Fracção".
Entre as músicas que me passam pelos ouvidos, uma houve que me fez ter vontade de voltar a ouvi-la. Uma versão de "Flim" (Aphex Twin). Responsáveis : THE BAD PLUS. É jazz. Manuel Jorge Veloso atira-lhe com 5 ***** no DNMais deste sábado. E no disco há mais coisas imprevistamente boas. Por exemplo: versão de "Heart of glass" dos Blondie.
Os "responsáveis" estão aqui por baixo. E a capa do disco (These Are the Vistas), também.


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25.4.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
26 / 27 de Abril de 2003

# Goldfrapp : Lovely head ( miss world mix )
# Goldfrapp : Forever
# Hooverphonic : Sad song
# Brian Eno / Harold Budd : Plateaux of Mirror
# Daniel Lanois : Silver morning
# Brokeback : Everywhere down here
# Labradford : Wien
# This Mortal Coil : Morning glory
# Móa : You only live twice
# Visit Venus

# Cat Power : He was a friend of mine
# Azure Ray : Sleep
# The Softies : My emptty arms
# Pascal Comelade : I surrender
# João Gilberto : Aos pés da cruz
# Erlend Oye : A while ago and recently
# Ed Harcourt : Still i dream of it
# Tara Jane O'Neil : Another sunday
# John Parish (com PJHarvey) : Shrunken Man
# Yo la tengo : How to make a baby elephant float
créditos sobre # Charles Trenet : Je chante ; música suplementar # Isan : Sublimation


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Agora ... já não há disto. Um herói romântico. Era muito bom que houvesse. Todos os poderes do mundo viveriam sempre à espera que ele, numa noite, saltasse para a rua.
Quanto mais negra for a noite, mais provável é que ele apareça.
Capitão Salgueiro Maia. Não tem o nome em avenidas nem praças das grandes cidades. Mas vai ser difícil apagá-lo da História de Portugal. Como a História recente (e bela) de Portugal continua por saber, sugiro uma visita AQUI.
Não. Não é ridículo dizer que a IF existe porque 10 anos antes da sua criação alguém abriu as janelas da noite.


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22.4.03
 
ESTOU DESOLADO E INCONSOLÁVEL.
Morreu Nina Simone.
Uma das minhas referências faleceu ontem com 70 anos. Um prodígio ao piano (tocava aos 4 anos), era de uma família pobre e de negros. Nos EUA não era o melhor para se crescer. Foi ajudada por um professor que sentiu ali a existência de uma fora-de-série. Com 10 anos, em 1943, deu o primeiro concerto como pianista. Os pais, que estavam na primeira fila, foram "retirados" para um lugar "lá atrás" para que brancos ocupassem os lugares da frente. Esta experiência foi determinante. Para além de uma extraordinária pianista e cantora, veio a tornar-se numa combatente pelos direitos cívicos dos negros.




Em 1974, desiludida, abandonou os EUA. Nunca mais voltou. Viveu em vários países, mas acabou por se fixar em França.
Conseguiu cantar quase de tudo, de uma forma que mais ninguém atingiu. Não estava nunca ultrapassada.
A minha preferência vai para a versão de Nina de "Don't let me be misunderstood".
Chamava-se Eunice Waymon, mas o nome artistico vinha de "nina" (menina) e "simone", da actriz francesa Simone Signoret.
A Doutora Nina Simone era Doutora honoris-causa em Música e Humanidades.
Nunca vi Nina ao vivo, mas conheci os autores do video-clip de "My baby just cares for me".
Uma compilação saída em Julho de 1989 tem um conjunto notável de interpretações de Nina."The High Priestess Of Soul", já se sabe, não morreu. É uma das tais que se ausentou. Discos (50 álbuns, pelo menos) e vídeos estão aí para o confirmar.


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21.4.03
 


O azul entre as núvens e a representação do azul numa máquina de vender água.
Será sempre o mesmo azul ? "Almost blue " - Chet Baker.

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Já ninguém quer levar um destes bonecos para casa. Já não há quem queira fazer de Capitão Gancho na Terra do Nunca. Nem mesmo a Inês.

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Um pedaço de azul entre as núvens.

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20.4.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
19 / 20 de Abril de 2003

# Dakota Suite : A view of the sea
# The Softies : Sleep away your troubles
# Barry Adamson : Everything happens to me
# Departure Lounge : Equestrian skydiving
# The Microphones : Instrumental
# The Microphones : The moon
# Teenage Funclub : Who loves the sun
# Velvet Underground : Who loves the sun
# Azure Ray : For no one
# Melvin Amina : Over the rainbow / What a wonderful world

# Buffallo Springfield : Expecting to fly
# The Softies : My empty arms
# Bright Eyes : Something vague
# Bob Dylan : Knocking' on heavens door
# Cat Power : Knocking' on heavens door
# Murcof : Mes
# Lemon Jelly : Closer
# Lambchop : Flick
créditos finais sobre # Peggy Lee : We'll meet again
música suplementar # Chet Baker : Almost Blue

textos : " Ao longo da costa, com o mar sempre à vista. Azul claro, azul escuro. Até muito longe, sem qualquer receio, sem dia certo de regresso. Livres para as novas imagens e os novos sons. Partir em busca da vontade de regressar." (F.A.)
" Não querendo ficar encerrado na noite à espera da cíclica vinda do cometa, retomando-lhe o rosto, o rasto luminoso, temporário, ilusório. Não querendo nada para sempre, apenas procuro a eternidade, a ausência de dúvidas." (F.A.)
" Quem não poisou os dedos sobre o marfim amarelecido das teclas de um velho piano, não sabe olhar através de uma vidraça imperfeita. O seu olhar não poderá nunca ultrapassar o fino vidro de som seco. Não sentirá a distância, o abandono. E a distância não se mantém constante. O que era longe é agora perto. O que estava perto, está agora longe." (F.A.)
" Um som silencioso, diria. Um som puro, o sonho. Esquecer a linguagem, abrir a boca e cantar ao acaso. A memória posta na invenção. (...) Mas dir-se-ia apenas um canto partindo das nuvens. As nuvens acastelando-se sobre o sol. O sol abrindo brechas e escapando-se. Dir-se-ia apenas : uma voz vindo do espaço. O etéreo. O imaterial. Apetece dizer : à memória dos gestos gravados no ar." (Jörg Olssön)


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19.4.03
 
Páscoa. Coelhinhos, ovos ... amêndoas. O "senhor prior já não visita ninguém". As viagens para o sol estiveram esgotadas.

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Anda alguém no jornal Público a escrever por mim.

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18.4.03
 
Eu gosto deste disco.



Não está tão distante do universo da IF como pode parecer. Li que foi gravado no quarto do Sam (Samuel, não ?), em Chelas, num sétimo andar. Não sei mais nada.
Sei que é puro e tem bom gosto.

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É rigorosamente da época da "Crise de 69". Bob Dylan, que já tinha avisado que os " tempos estão a mudar " e que entretanto tinha tido um bruto "estoiro" de moto, gravava uma coisa doce que nem parecia dele : "Lay lady lay".



O álbum que tem esta canção, chama-se "Nashville Skyline" e saiu a 9 de Abril de 1969.
Apaixonei-me por "Lay lady lay". Juntamente com Manuel Vasco Miranda, que um ano depois partia para a Bélgica para seguir uma carreira inicialmente ligada à Fotografia e depois à Publicidade e às Artes Gráficas, gravámos uma bobina de fita magnética inteira só com esta canção. Assim, nas longas noites de estudo, projectos e conversa, a fita rolava sem parar no reprodutor e não tinhamos que voltar a pôr o disco. Era simples.
Um ano depois, demo-nos a outro exagero. Em vésperas da fuga dele para a Bélgica, durante uma semana fomos sempre à sessão das 6, no velho S. Jorge, ver os "Beijos Roubados" do Truffaut. Todos os dias tinhamos dúvidas sobre esta ou aquela cena, um ou outro plano. O segundo balcão do S.Jorge foi uma segunda casa. Uma espécie de casa de uma tia, onde se ia lanchar. Lembro-me que chegámos a ir ver o filme mais uma vez para tirar uma dúvida "angustiante" : Antoine Doinell (J-P. Léaud) dizia "passe-moi LA Coca" ou " LE Coca " ?!
Neste filme encontrei uma velha canção de Charles Trenet, " Que reste-t-il de nos amours? ". De vez em quando passa pela IF. É excelente para criar a sensação de nostalgia, de passado ... de um passado muito passado.
"Je tourne autour de la question qui me tourmente depuis trente ans : le cinéma est-il plus important que la vie ?" (François Truffaut)



Beijos Roubados - François Truffaut - 1968

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Há 34 anos, um rapaz chamado Alberto, estudante em Coimbra, levantou-se em frente do Presidente da República e pediu para falar. Não parece feito de se lhe tirar o chapéu. Mas foi. Em 1969, levantar-se na segunda ou terceira fila de um anfiteatro em dia de inauguração e pedir ao Presidente da República para falar em "nome dos estudantes", dava prisão. Foi o que aconteceu passadas umas horas. Alberto Martins, quando se levantou do seu lugar naquela manhã de 17 de Abril de 1969, ajudou Portugal a não ser nunca mais o mesmo. Ainda bem.



Alberto Martins sempre me pareceu uma pessoa serena e levemente triste. Faz parte de uma geração que parece ter cumprido a sua missão. Três meses depois do acto de coragem de Alberto, o Homem chegou à Lua. Dizem. 34 anos depois, não há uma única página na net sobre a "Crise Académica de 1969". "Então, é assim ..." !

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17.4.03
 
"Je n'ai jamais écrit,

croyant le faire,

je n'ai jamais aimé,

croyant aimer,

je n'ai jamais rien fait

qu'attendre

devant la porte

fermée."

Margueritte Duras

Duras, tem uma entrevista aúdio publicada num álbum duplo dos Disques du Crepuscule (com fundo de piano tocado por Virginia Astley), em que diz : " Eu não gosto da minha voz. Ela é justa. Não é falsa. A maior parte das vozes são falsas. Sobretudo as vozes dos comediantes."
É isto que me ocorreu para dizer no Dia Mundial da Voz.
Nesse dia, o melhor seria verem-se imagens de gente a escrever.
Nesta, é a própria Duras que escreve.


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15.4.03
 
Um pouco de humor, ou talvez "com o humor me enganas" ! Haverá alguma relação entre a IF e a serotonina ?
Para completar este "post" e até porque já falei desta canção há uns largos posts atrás, descobri na web esta pérola.


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13.4.03
 
A propósito do 19º aniversário da IF, no fórum que um ouvinte criou desfiaram-se lembranças de programas de autor na rádio. E vai sempre tudo dar ao mesmo : os programas de autor é que eram ! ...
A rádio, como está, parece não estar.

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12.4.03
 


A Íntima Fracção é para ser ouvida com atenção. Não serve : a escuta dentro de carros em movimento que não sejam muito silenciosos; a escuta em rádios colocados sobre os balcões de restaurantes de bitoques; a escuta em balcões de roulottes de venda de cachorros ou farturas; a escuta em pequenos rádios a pilhas sem qualidade aúdio; a escuta em salas de jogos electrónicos. Não serve, mas aceita-se.
A Íntima Fracção é feita para ser ouvida com headphones no quarto; na sala, em boas aparelhagens; nos carros parados ou a andar lentamente; em rádios portáteis na praia (à noite) ou no meio do campo; num quarto escondido e perdido no meio da cidade; sózinho, a olhar para a janela; com as lágrimas ou a esperança a rebentar. A Íntima Fracção é para ser gravada e ouvida quando se quiser. A IF serve para desenhar com os ouvidos.

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ÍNTIMA FRACÇÃO
12 / 13 Abril 2003
19 anos

# Beach Boys : God only knows ( apenas vozes )
# Beth Gibbons and Rustin' Man : Show
# Laibach : The long and winding road
# Labradford : Soft return
# Belle Chase Hotel : Living room ( Arkham Hi-Fi vocal mix edit )
# António Carlos Jobim : Chega de Saudade
# Air : Ce matin la
# Holger Czukay : Persian love

# Brokeback : In the reeds
# Murcof : Mes
# Tom Waits : I'm still here
# Lambchop : I can hardly spell my name
# Suicide : Surrender
# Cat Power : Knockin' on heaven's door
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# The Langley Schools Music Project : God only knows
# Scott Walker : Only myself to blame
# Piano Magic : Dark secrets look for light

créditos finais sobre # Brian Eno, Daniel Lanois e Roger Eno : Always returning
música suplementar # Peggy Lee : We'll meet again

textos : " Conheci um guitarrista que dizia ' a minha amiga rádio '. Sentia um parentesco menos com a música do que com a voz da rádio. A sua qualidade sintética. A sua voz única, distinta das vozes que a atravessam. A sua capacidade de transmitir a ilusão de gente a grande distância. Dormia com a rádio. Falava para a rádio. Acreditava numa Terra Longínqua da Rádio. Como achava que nunca encontraria esta terra, reconciliou-se consigo mesmo limitando-se a ouvir a rádio. Acreditava que tinha sido banido da Terra da Rádio e condenado a errar eternamente pelas ondas sonoras, ansiando por um posto mágico que o devolvesse à sua herança há muito perdida." (Sam Shepard)
" Uma Íntima Fracção da noite chega e espreita, como quem ouve, mas não quer ser ouvido a não ser através da voz dos outros." (F.A.)
" É noite. O vento passa. Por onde terá passado ? Aqui, as vidraças recebem-no. E há sons que vêm de longe. Percorreram noites e noites. Esperámo-los sempre porque os conhecemos e sabemos que vinham." (F.A.)
" Chega-se à Íntima Fracção da noite num momento para escutar e deixar livre o quadrado imaginário, onde lágrimas e esperanças riscam o escuro como se fossem cometas. " (F.A.)
" O apaixonado não é aquele que tenta e não consegue, mas aquele que não tenta. Qualquer coisa referível fica sempre aquém do verdadeiro objectivo do apaixonado, o qual portanto nunca tenta seja o que for que se conceba. O apaixonado possui o rosto branco, o rosto do silêncio." (João Wiborg)
" Não deixes o melhor para o fim, começa pelo melhor. Pode ser que o menos bom e o pior não cheguem a ter lugar." (Jörg)

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11.4.03
 


" Conheci um guitarrista que dizia ' a minha amiga rádio '. Sentia um parentesco menos com a música do que com a voz da rádio. A sua qualidade sintética. A sua voz única, distinta das vozes que a atravessam. A sua capacidade de transmitir a ilusão de gente a grande distância. " Sam Shepard

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8.4.03
 
Faz hoje 19 anos que foi para o ar a primeira emissão da Íntima Fracção. Na Antena 1 (1984-1989) e, a maior parte da sua vida, na TSF (desde 1989).
Sem estúdios auto-operados, havia a presença de um técnico de som que garantia a qualidade técnica do mesmo. Não tenho como verificar o nome do técnico de apoio à primeira emissão da IF. Talvez através de registos que possa haver na RDP, com escalas de serviço. Será muito pouco provável. Na memória, tenho uma vaga ideia de ter sido um destes : Horácio Trindade, Figueiredo Rodrigues ou Alfredo Rocha.
A primeira IF abriu com "Radio Prague" dos OMD. Quem estiver interessado em ouvir esses sons (não se trata propriamente de uma música) encontra-os no álbum "Dazzle Ships" (1983).



O primeiro texto lido foi a tradução da letra de "Transmission", dos Joy Division (álbum "Still"). A primeira música foi igualmente essa. Num fade-out lento, esse som torturado deu lugar ao universo-IF. A encenação radiofónica.



Não existe, que eu saiba, nenhum registo dessa primeira emissão. Se alguém a tiver gravada (o que deve ser improvável dado o facto da IF ser, na altura, um programa de rádio que não foi objecto de qualquer promoção), agradeço que me deixe fazer uma cópia.
De qualquer forma, quero agradecer a alguns coleccionadores de gravações da IF, por me terem fornecido algumas que, tendo sido marcantes, eu não possuia.
Ao longo dos anos, fui-me cruzando com ouvintes que gravaram emissões da IF. Foi sempre uma surpresa e uma grande emoção.
A Íntima Fracção é apenas um eco dos corações, das lágrimas e das esperanças dos seus ouvintes.
Com a emissão do próximo sábado, a IF entra no 20º ano.
Sempre pouco para dizer, muito para escutar e tudo para sentir.
"Há um traço azul no futuro incandescente".

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6.4.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
5 / 6 de Abril, 2003



# The Clash : Charlie don´t surf



# Roger Watres and the bleeding heart band : Extracto de Folded Flags



# Lakshmi Shankar : I am missing you



# Lili Boniche (remix por Bill Laswell) : Alger Alger Dub



# Durutti Column : 4 Sophia



# Brokeback : Everywhere down here



# Elvis Presley : Love me



# Howe Gelb : Available space



# Roger Eno e Lol Hammond : Sky becomes a loop





# Cat Power : Keep on running



# The Softies : Sleep away your troubles



# Azure Ray : For no one



# Go-Betweens : Something for myself



# Calla : Astral



# Beth Gibbons and Rustin' Man : Romance



# Goldfrapp : Forever



# Lee Hazlewood : The night before



# Calexico com Valerie Leulliot : Sundown sundown



suporte para créditos finais # Al Caiola : Wheels



# Black Box Recorder : The new Diana



música suplementar de acerto # Howie B. : Maniac Melody

Textos : " Na nostalgia do nosso eu gigante reside a nossa bondade. E essa nostalgia existe em cada um de nós. Mas em alguns esta nostalgia é uma torrente que rola impetuosa em direcção ao mar, transportando os segredos das ladeiras das colinas e o cântico da floresta ;
e, noutros, é um ribeiro calmo que se perde pelos cantos e pelos meandros e que se espreguiça antes de chegar ao rio."
" Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e filhas da nostalgia da vida por si mesma. Eles vêm por meio de vós mas não são de vós,
e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem."
" Na noite escura nós chamamos uns pelos outros. E quando as nossas vozes se juntam e chegam ao coração do céu, a Morte faz uma pausa e ri-se, depois troça de nós e marcha em frente, olhando para o Crepúsculo longínquo."
" Quando chegou a Noite e o Sono espalhou o seu manto pela face da terra, deixei a minha cama e caminhei em direcção ao mar, dizendo : O mar nunca dorme e na sua vigília está o consolo para uma alma sem sono." ( Khalil Gibran )

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