Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito do programa de rádio
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31.12.02
 
Há tempos, numa entrevista, pediram-me que indicasse a minha canção favorita. Naquele momento não fui capaz de destacar uma. Nem uma nem duas. Nem três. Agora, tenho muito claro que a canção mais perfeita que até hoje ouvi ( e que tenho passado na IF ao longo destes 19 anos) é GOD ONLY KNOWS, dos Beach Boys. Falo de música popular. A minha paixão por GOD ONLY KNOWS vem de 1966. Era uma criança, mas estava convencido de que já era adolescente. Estava profundamente apaixonado, desde Março desse ano, por uma menina de 14 anos que era "só" (já nessa idade) uma das mulheres mais bonitas da cidade. Sem eu saber nada do que se passava na Califórnia, o certo é que a música foi gravada a 9 de Março ( 3 dias depois de a ter conhecido ) e os vocais a 10 de Março e a 11 de Abril ( 3 dias antes de começarmos a namorar ). Quer dizer, enquanto Brian Wilson desenvolvia aquela obra-prima da música popular do século XX, eu ligava-me para sempre a uma pessoa pela qual passei o melhor e o pior da minha vida. É coincidência ? Claro que sim. Mas estas coincidências também ajudam a construir a vida.
Não me recordo quando foi a primeira vez que ouvi GOD ONLY KNOWS. De certo tenho que em Agosto de 1966, de férias na Figueira da Foz e sem o amor por perto, numa noite ouvi, na Onda Média do RCP num período em que o célebre programa Em Órbita tinha uma emissão nocturna sem ser a do FM, a música dos Beach Boys ... "God only knows what i'd be without you". Querem melhor para quem se contorcia de saudades e ciúmes ? A partir dessa noite, podia estar a vaguear pelas ruas com os amigos, que à hora do programa vinha sempre a casa ouvi-lo na esperança de encher o coração com GOD ONLY KNOWS.
Hoje tenho os registos das gravações de estúdio de GOD ONLY KNOWS e emociona-me ouvir como se contruiu uma canção tão simples e bela. Pergunto-me o que estaria a fazer naqueles momentos em que Brian Wilson preparava um dos suportes sonoros da minha vida. Exalto-me porque sei que foi a época mais feliz da minha vida e à falta dos meus próprios registos, há ali um eco qualquer da felicidade do momento.
GOD ONLY KNOWS passou a estar comigo a todas as horas quando, no Natal de 1966, a minha irmã me ofereceu o EP português que tinha o tema, para além de "Wouldn't it be nice" (vejam só a coincidência da letra : Wouldn't it be nice if we were older
Then we wouldn't have to wait so long
And wouldn't it be nice to live together
In the kind of world where we belong". Foram precisos 20 anos para que isto acontecesse e o mundo a que pertenciamos já não era o mesmo. Acreditem ou não, é nesses 20 anos que assenta uma parte da génese da Intima Fracção.

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30.12.02
 
Espero a partir do início do ano de 2003 iniciar uma série de intimidades escritas que os ouvintes da Intima Fracção já merecem. O programa vai a caminho de entrar no seu 20º ano de emissões. Embora esteja sempre disposto a dialogar com os verdadeiros amantes da IF, há uma grande quantidade de informação - pessoal e profissional - que não tem sido até aqui exposta. Contra aquilo que sempre pensei, há segredos que devem ser revelados. Quando, recentemente, acabei por acreditar que existe um público verdadeiramente fiel à IF, resolvi começar a responder a todos os que me têm conseguido contactar e até a estar presente em encontros públicos para que amavelmente me convidam.
Espero que o público compreenda algum afastamento resguardado em tantos anos. Particularmente entre 1986 e 1995, em que o programa foi realizado em estúdios (1º da RDP, depois, a partir de 1989 na TSF), estive sujeito a contactos que eu não pretendia. Salvaram-se alguns, poucos e bons. Desde Outubro de 1995, a IF é realizada no meu próprio pequeno estúdio. A intimidade foi ampliada. Com a facilidade dos contactos via internet, não vejo razão para não me expôr. Quem AMA a IF, é porque tem algo em comum.
Aqui estarei para contar tudo o que quiserem e tudo o que eu quiser. Fraccionadamente e na intimidade do Ciberespaço.

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