
Nights in white satin,
Never reaching the end,
Letters I've written,
Never meaning to send.
Beauty I'd always missed
With these eyes before,
Just what the truth is
I can't say anymore.
Este clássico dos Moody Blues (1967), tem uma letra quase impossível de ser escrita hoje.
Letters I've written ? SMS's, e-mails ... talvez.
Dramaticamente, estas designações não têm poesia alguma ...
No tempo de Nights in white satin, o papel de carta era um culto.
A cor. O padrão. O perfume.
Quem me terá desviado a primeira carta (em papel especial, recebido no Natal), que enviei numa escuríssima noite de Janeiro ?
Porque me deitaram fora as salvadoras cartas azul pálido ?
Queremos trazer o passado atrás e confundimo-lo constantemente.
Procurei durante anos no meio de Rochas' e Avon's, aquilo que era, afinal, sempre fora, Chanel nº5. É na pele que está a diferença. A enorme e inultrapassável diferença.
Quando termina o passado ? Nunca.
E nunca se sabe quando nos pesa ou nos eleva.