Malmo é também o som do tempo suave do Mosteiro.
Das longas caminhadas. Do silêncio. Da piscina coberta e envidraçada, no meio do quase nada, com vista para o poente. Dos jantares acolhedores. Da lareira. Do pão. Das luzes intermitentes dos aviões na rota de regresso nocturno da Europa. Do frio azul escuro da noite de Inverno. Do som da água, ao fundo. Do sossego. Um insuperável e morno sossego. Do ar fresco nocturno que invade a casa quente do Verão.
Da lua que é impossível não ver através da janela.
De M. que lê, à noite.
De M. que me traz jornais.
De M. que vejo à janela, por cima das enomes roseiras que rego.
Que eu julgava ali por mim.
De uma felicidade branda que parecia infinita.
Do Lak.
