Pouco
para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito
do programa de rádio
ÍNTIMA FRACÇÃO
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24.11.05
 Morreu a actriz Isabel de Castro. Desde a infância que passava nos écrans e palcos da minha vida. Sempre tive um grande fascínio por esta mulher. O mistério que escondia no seu olhar, cruzou-se comigo, certa noite. Eu era adolescente e entrei num snack-bar de balcão corrido e bancos altos, em Campolide. A Isabel estava sentada num desses bancos, comendo qualquer coisa, sózinha, como se ali não estivesse. Senti naquela figura, afinal ainda não velha, uma decadência inesperada e sublinhada por uns sapatos brancos, que me pareceram cambados e fora de época. Sózinha. Ali, a Isabel de Castro. Tive vontade de lhe falar. Os nossos olhares cruzaram-se num instante vaguíssimo, à saída. Ela nem me deve ter visto e o público que tanto a olhou, também a viu muito pouco.
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por
Francisco em 24.11.05
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