A Íntima Fracção completa hoje vinte e quatro anos. Nesta data, novo rumo.
A partir de hoje o blogue e a distribuição ( gratuita) do programa passam para a versão online do semanário EXPRESSO.
Agradeço a todos os que me acompanharam até aqui e espero por vós (e mesmo por todos os que ainda não conhecem a Íntima Fracção ...) no EXPRESSO online (link directo ao blogue da IF).
Não gosto de adiantar a hora. Não se trata de chegar mais depressa ao futuro (nunca se lá chega). É enganarmo-nos perante o sol. E porque será melhor o futuro do que o passado ? Estão ambos perdidos, embora o passado tenha a vantagem de deixar vestígios (nem que seja na memória). Assim, brevemente (no futuro que se tornará presente), uma nova vida da IF. Ou ... a vida de sempre, vista e ouvida noutro lugar.
Alguém deixou um comentário a um post sobre as memórias dos Waterboys. É qualquer coisa tão dos inícios da Íntima Fracção que estava meia adormecida. Mas regressa. Não com a força do absolutamente novo, do insuperável grito, mas regressa. Nunca mais da mesma maneira. Subindo, subindo sempre, até ao tal pedaço de azul entre as núvens. Mas regressa, tal como naquela época, resistindo. Regressa, e eu recebi o sinal.
Spirit
Man gets tired Spirit don’t Man surrenders Spirit won’t Man crawls Spirit flies Spirit lives When man dies
Man seems Spirit is Man dreams The spirit lives Man is tethered Spirit free What spirit Is man can be
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Francisco em 27.3.08
23.3.08
Chegou a Primavera. O frio. A noite gelada. Flores que resistem. As músicas. As esperanças dos corações tristes. Urgentíssimas ...
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Francisco em 23.3.08
20.3.08
Vem uma noite de ventania e regressa Jimi Hendrix com The wind cries Mary. No blog da IF estreia a prestação ao vivo em Monterey - 1967. Lá para trás está uma outra gravada em Estocolmo. Junto-lhe uma versão de Jamie Cullum em 2004 e ... ooohhhh ... o tempo esse grande escultor ! E os rastos de tanto vento ainda tão vivos.
No início dos anos 70 (sec.XX), o Sérgio Godinho cantava em "Barnabé" : "dizem que a fortuna cresce nas cidades" ... Quase quarenta anos depois, o que cresceu foi a miséria e, muito, a solidão. Mas há quem não acredite. Pessoa conhecida, ao responder a um desses insuportáveis inquéritos das empresas de telecomunicações, inquirida sobre o número de pessoas que compunha o agregado familiar, disse, "Vivo com um coelho". Não ... não é isso ... não interessa o nome da pessoa com quem vive ... atiraram do lado de lá.
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Francisco em 16.3.08
15.3.08
Escrevi aqui no blog, em Abril de 2003, que "The Whole of the Moon", dos Waterboys, era "a" canção dos anos 80. Agora que os Waterboys voltaram a Portugal (Gaia), regresso a esta afirmação e reforço-a. Disponibilizo um vídeo com uma versão ao vivo que só acentua a força desta canção de Mike Scott, entre o desespero, a revolta e a esperança, se é que estes estados de alma podem ser simultâneos. Talvez seja sobre esta espécie de impossibilidade que The Whole of the Moon se eleva. "You came like a comet" ... a música foi composta nas vésperas da passagem do cometa Halley ... que só voltará a cruzar os nossos céus em 2061/62.
Um extracto da letra que, neste momento, julgo apropriado destacar:
I was grounded While you filled the skies I was dumbfounded by truths You cut through lies I saw the rain-dirty valley You saw brigadoon I saw the crescent You saw the whole of the moon!
I spoke about wings You just flew I wondered, I guessed, and I tried You just knew I sighed But you swooned I saw the crescent You saw the whole of the moon! The whole of the moon!
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Francisco em 15.3.08
14.3.08
O jornalista do Expresso, Micael Pereira, venceu o prémio CONVERGÊNCIA - IMPRESA 2007. Motivo : a reportagem "Selvagens - A última Fronteira", publicada na revista Única e no "site" do jornal, transmitida na SIC Notícias e divulgada em festivais internacionais de documentário - onde conquistou vários prémios.
Conheci o Micael em Outubro de 2006, quando ele fez um Íntimo sobre a Íntima para a revista Única do Expresso. Já nessa altura o seu entusiasmo pela convergência era grande. Dias depois veio, com a Cláudia e o Luís, registar em vídeo uma longa conversa como complemento do trabalho já publicado.
Este prémio deixou-me imensamente contente. É uma esperança quanto ao reconhecimento daquilo que é BOM. A qualidade do trabalho, o grande entusiasmo por aquilo que se faz, o sonho. Também o sonho. E a bondade ! Este prémio que é do Micael, é, também, para mim, uma espécie de "pedaço de azul entre as núvens". Quando eu mesmo me entusiasmo e acredito na comunicação cruzada e complementar - CONVERGÊNCIA - nada melhor do que o reconhecimento do trabalho nesta área de um jornalista como o Micael.
"Seria preciso nascer com o sentido especial da aproximação e do acordo." R. Bresson Ao acrescentar seja o que for à frase, desfaço-a. E já ninguém me pode ajudar, porque os comentários continuam em off. Talvez um sinal. Mas uma enorme solidão. E isto que não muda !
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Francisco em 8.3.08