Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito do programa de rádio
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31.1.07
 
Numa Íntima Fracção um pouco melancólica e quase toda instrumental (a próxima), lá para o fim surgem umas surpresas : Lee Hazlewood, naquele que talvez seja o seu último disco, cantando com a neta Phedra uma curta versão de "Some velvet morning" (Lee conta a história por detrás desta versão) e ... e um entusiasmo muito pessoal com a canção "A comet appears", de The Shins, no seu CD mais actual.
Tenho razões para acreditar em cometas, mesmo naqueles que só passam de 76 em 76 anos.
Há 6 dias, no Troubador de West Hollywood, os Shins tocaram-na pela primeira vez ao vivo. Graças à Web 2.o e a sistemas colaborativos como o YouTube, fica aqui registado (amadoristicamente, mas aceitável) o momento.


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29.1.07
 
Talvez em post futuro me entusiasme (duvido ...) e me ponha a reflectir sobre algo que era para mim (até há uns anos) perfeitamente claro : a esquerda e a direita. E como eu sentia a minha esquerda e a minha direita.
Agora, não vem ao caso (virá ?), mas não acredito em nenhum governo que me faça pagar quase o dobro dos impostos que a Banca paga.
E como toda a gente sabe, não sou só eu.
É mau viver-se sem se acreditar no governo do próprio País.

Ah ! E (não se admirem) quero aqui sublinhar uma frase que encontrei numa entrevista do cantor André Sardet : "Coimbra é a cidade do conhecimento, mas não é a do reconhecimento".
Talvez vocês não tenham ouvido as K7s experimentais do tímido início do André. Ele dava-mas para eu ouvir. Depois foi à vida dele e eu à minha, mas nunca pensei reencontrar-me assim com ele (12 ou 13 anos mais tarde) numa frase de uma simples entrevista.

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MONO

YOU ARE THERE


E mais quatro igualmente envolventes.
No entanto, nada de confundir com o duo britânico de trip-hop, que aliás passou, a seu tempo, pela IF com Formica Blues (1997, a época feliz da IF).
Estes Mono são um quarteto japonês que já havia entrado pela IF dentro, há uns dois anos, com "One step more and you die".

Estão nos territórios dos (para mim) recentemente retomados (e muito aprofundados) Explosions in the Sky.

É esta música que eu não sei se nos derrota, se nos embala ou se nos ampara. Talvez nos ampare para não nos deixarmos embalar pela derrota.




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Há uma canção repúblicana da Guerra Civil Espanhola que sempre me impressionou.

El frente de Gandesa

Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.

Si tu quieres comer bien para morir en plena forma.
Si tu quieres comer bien para morir en plena forma,
en el frente de Gandesa allí tienes una fonda.
En el frente de Gandesa allí tienes una fonda.

A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed.
A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed,
que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.
Que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.

El primer plato que dan
son granadas rompedoras.
El primer plato que dan
son granadas rompedoras,
el segundo de metralla
para recordar memoria.
El segundo de metralla
para recordar memoria.

É uma canção de quem está virado para o fim, mas ainda acredita numa mensagem redentora, que é uma forma de dizer "salvação mitigada".

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26.1.07
 
IF 24 de Janeiro 2007

# People like us : Dead radio (extractos)
# Cliff Edwards : When you wish upon a star
# Cinematic Orchestra : All that you give (extracto)
# Cilla Black : For no one (extracto)
# Cinematic Orchestra + Sounds Orchestral : Moving cities + Cast your fade to the wind (extractos)
# Lou Reed : Walk on the wild side (extracto)
# Post Industrial Boys : Walk on the wild side
# Post Industrial Boys : Stay mute
# curtos extractos de Is this love (Bob Marley remisturado por Bill Laswell) + Say you (Colourbox)
# Slowdive : Blue skied an' clear
# Tosca : Song
# Tosca : La vendeuse de chaussures de femme (extracto)
# Tuxedomoon : Music for piano ( x 3 )
# Bobby Trafalgar : Daquiri (extracto)
# Alan Vega : Lonely (tratado por IF)
# Nine Horses : Wonderful world
# Múm : Sunday night just keeps on rolling (extracto)
# Claudine Longet : God only knows
# R. Stevie Moore : God only knows
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto)
# Beach Boys : God only knows (instrumental)
# A Reminiscent Drive : Serenade (to the sound of peace - extracto)
# Lambchop : Superstar in France

+ voz de Alejandro Moreno; helicópetro; subir e descer escadas; porta que bate; risco em disco de vinil

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)

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25.1.07
 
No momento (em) que escrevo, está a Íntima Fracção "no ar" disponibilizada pela antena da Rádio Universidade de Coimbra (só área de Coimbra, mas directa na net). Pela segunda vez, no seu percurso de quase 23 anos, a IF inclui outra voz que não a minha. Depois da emissão que comemorou os 15 anos de existência do programa (na altura na TSF), preenchida com uma entrevista que me foi feita pelo Francisco Mateus (hoje ainda ! na TSF), nesta edição de 24 para 25 de Janeiro de 2007, a voz de Alejandro Moreno, o andaluz de Ronda, diz, em espanhol, o que eu sempre disse em português: " De regreso a la íntima fracción, siempre poco para decir, mucho para escuchar, todo para sentir; siempre a la espera de una respuesta, de una señal, de intimidad, de una esperanza... ".

Um sinal ... ?
Em breve uma resposta.

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23.1.07
 
Só se foge quando se tem para onde.
Assim ... stay mute. (ouvir)
Mute é o recurso da fuga impossível, a mais penosa, destrutiva. Para dentro. O único espaço. O reduto. O que sobra.

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21.1.07
 
Todos os que seguem (ouvem) a IF há muito tempo, sabem que desde 1986 utilizo textos de João Wiborg. Há mais de dez anos ( 12 ? 14 ? ) que essa colaboração parou. A última (e única) vez que estive pessoalmente com o João foi em Agosto de 1996. Neste momento não sei onde se encontra e procuro por ele. Será que alguém me sabe indicar um contacto ? E não, não é para lhe pedir textos.

franciscoamaral@gmail.com

Obrigado.

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Flores interactivas. O regresso desejado.

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PP (ah ! esse sábio que está sempre do outro lado, seja de quem ou do que for ...) já avisou que a escrita sobre "o nada" está a invadir os blogs. Não é verdade. Zacky, o meu gatito de cinco meses, ao fugir de uma cadela, passou três horas perdido (e fechado) em casa de um vizinho. Este episódio envolveu, pelo menos, cinco pessoas e os seus diversos sentimentos. E por certo muitas mais se sentirão envolvidas depois de lido este post. Esta é pois, apenas, uma aparente escrita sobre "o nada". Em nada diferente do judeu errante.


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O João Wiborg fez-me conhecê-la melhor.
Mesmo assim, estou muito aquém do que queria.
Fiama Hasse Pais Brandão. (para mim) A poetisa. Morreu sexta-feira já depois do crepúsculo.
É provável que a sua obra venha a ser mais lida agora. O destino fúnebre (e injusto) da nossa cultura.

Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas. Criaturas fictícias, escalpelizadase sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal
lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
...

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18.1.07
 
IF 17 de Janeiro 2007

# Felix Laband : Minka (extracto)
# Yonderboi : Amor (extracto)
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream (extracto)
# Yonderboi : Fairy of the lake (extracto em repeat)
# The Czars : Goodbye intro
# Marianne Faithful : Crazy love
# Tba : Kryz
# The Knife : One for us
# Micah P. Hinson : Seems almost impossible
# Daniel Johnston : God only knows
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# Lanterna : Hope
# Lisa Germano : In the maybe world
# Cat Power : The greatest (solo version)
# Cat Power : Remember me (solo version)
# Burial : Forgive
# Isan : Stickland
# Richard Hawley : Tonight
# Peter Murphy : A strange kind of love

+ sons : sintonização de rádio (inverso); rebobinar; comboio lento; vento nas árvores; sons de aeroporto em cena de abertura de "Playtime" de Jacques Tati.

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Rádio (RUC)

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A fantástica máquina do tempo.

Ainda a propósito da versão de God only knows (uma das), um EP que foi editado em Portugal em 1966 e que incluía o original e também Wouldn't it be nice, foi-me oferecido. Há muito que me desapareceu esta relíquia, mas não a sua memória.

Segundo o primeiro post deste blog, era altura de contar alguma coisa mais pessoal e íntima a propósito deste disco. Como a disposição mudou em quatro anos ! Agora não, mas talvez a disponibilidade anunciada ainda regresse.




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Ando com a ideia de rever toda a obra de Robert Bresson. Felizmente que, em tempos, a Cris me fez chegar uma boa parte dos filmes em DVD. Mas não tenho o Lancelot du Lac. Como os leitores do blog (e alguns ouvintes da IF) foram tão generosos nas ofertas da versão de God only knows pelo Daniel Johnston, este post é uma mal disfarçada tentativa de encontrar alguém que mo ceda.

Está aqui o trailer.


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... e um caneta. De vez em quando, sinto necessidade de regressar à tinta. Para a escrita e para o desenho.

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Jornalismo&Comunicação, o blog, está de regresso.
Noutro endereço, já que o novo Blogger só tem causado complicações. Com recurso ao WordPress, mas está de volta e é essa a notícia mais importante. Foram mais de duas semanas out que me deixaram um pouco abandonado.
Espalhem a notícia !

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16.1.07
 

Na verdade, para além das indicações, e para além do Hugo (longínqua Fé Diversa), acabo de receber mais umas tantas cópias de God Only Knows, por Daniel Johnston. É uma versão "fora da linha" incluída na colectânea Do it again - a tribute to Pet Sounds (saída em Novembro passado).
A todos os que se deram ao trabalho de me acudir, OBRIGADO.
Encontramo-nos na próxima IF.


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15.1.07
 
Arquivos de regresso !
Santos (as) da casa fazem milagres.
Chega a Inês, abre o código, zap sarapatap, e os arquivos estão de volta !
Quem sabe, sabe mesmo.
O B R I G A D O ! ! !

- obrigado também aos que me deram pistas para chegar a God Only knows, por Daniel Johnston. O Hugo, com a Fé Diversa (que inclui as magníficas Miss Tapes), fez-me chegar cópia em mp3. Outro obrigado (grande).

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O novo Blogger parece ser um flop.
Ando às voltas com a disponibilização dos arquivos da IF (que não estão perdidos !), mas está difícil. Não consigo ajuda no próprio Blogger. Alguém me ajuda ?

Também ando à procura da versão de God only knows, por Daniel Johnston, no CD A Tribute to Pet Sounds, mas nada. Parece que nem o iTunes a vende !

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13.1.07
 
Por uma série de factores um pouco inesperados, esta semana não há IF.
Voltará para a semana.
C'est tout ...

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11.1.07
 
Ainda o Tempo, esse grande escultor.

Tim Hardin, uma confessada referência de sempre da IF, em dois momentos : Woodstock (1969) e dez anos depois, no ano anterior à sua morte com 39 anos. Sete dos quais de tratamento com metadona. Depois da metadona, dos speeds e dos valiuns, não sabia muito bem como é que ainda se conseguia mexer, tal o peso que tinha (confessou à revista Wet).
Ignorei durante muito tempo este passado de Tim Hardin. Fui seguro pela sua música ao ouvir, há muitos anos, "How can we hang on to a dream".


Vejam e ouçam Tim Hardin cantando e transviando "If I were a carpenter", na noite de Woodstock.



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7.1.07
 
IF 5 de Janeiro 2007
(sou indiferente ao frio do inverno; o que temo mais são os corações gelados dos homens)

# Andrew Pekler : First snow, last year
# Animal Collective : Winters love (extracto)
# Harold Budd : Algebra of darkness
# Caroline : Winter
# Lanterna : Hope
# Richard Hawley : Ocean
# Magic Organ : My melody of love
# Murcof : Rostro (extracto)
# Post Industrial Boys : Garden
# The Focus Group : Bells hazes
# The Fiery Furnaces : Benton harbour blues
# Piano Magic : Journal of a disappointed man

+ passos no corredor; sons de bar; "wind chimes"; terminal de aeroporto

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5.1.07
 
A próxima IF, primeira de 2007, está sob a influência desta ideia : " Sou indiferente ao frio do Inverno. O que temo mais são os corações gelados dos homens."

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2.1.07
 
Uma canção. Apenas uma canção.
É.
Algo que pode ter sido feito há 20 ou há 40 anos.
Uma única frase repetida até ao infinito.

Richard Hawley : The Ocean.
Clip aqui. Ao vivo em baixo.


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No Blog do Gustavo Felisberto, a Paula Sofia tem colocado extractos (em inglês) dos Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes. Para mim, esta obra veio gradualmente tornar-se no Livro do Desespero ou num Livro da Inquietação (que não é o desassossego). É fascinante, mas passei a temê-lo. Depois de um livro de salvação, aprendi a encontrar-lhe, por baixo da superfície cristalina, os sinais da inevitabilidade.

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Falta-me uma ideia. A ideia.
O que fazer ? Como fazer ?

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1.1.07
 
Sim, o clássico New Year's Day dos U2.
Primeiro, quando tudo era ainda possível.
Depois, há menos de dois meses, quando já se tornam evidentes as semelhanças entre Bono e José Cid ... (esperem pelo minuto 1:03)




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Na terceira pessoa do singular. É assim que se torna mais fácil escrever, contar e esconder. "Sentou-se à mesa sózinho". Não. Eu sentei-me à mesa sózinho. Ouvi, pela primeira vez, o som dos talheres ampliado como só se escuta no cinema. Todos os pequenos ruídos, tão presentes, passaram a ter uma identidade própria. Tornaram-se reconfortantes. Os talheres, o prato, até o guardanapo.
Uma refeição frugal, que outra qualquer me faria sentir um actor em cena.
Para o gato, sim. Salmão e camarão, que a ternura e a lealdade também se devolvem.



A casa num silêncio absoluto e rebenta-me a meia-noite em buzinas, tachos, vozes de criança nas varandas e fogos-de-artifício longínquos. Doze badaladas, possivelmente passas, um pé no ar, votos, beijos e tudo o que sei detrás, mas agora apenas ouço.
No instante preciso e seguinte à 12ª badalada (porque não são 24 ?), suponho que no primeiro minuto do novo ano, jorra-me o sangue pelo nariz. Inesperado, absurdo, inquietante. Banal. Sinal ? Afinal estou vivo e não tenho ninguém para me dizer o que fazer.
O que fazer ?
(Água oxigenada e algodão em rama - 1 euro e 18 cêntimos)


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