Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. A propósito do programa de rádio
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Íntima Fracção
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31.5.03
 
Encantado pela ( com ) Nova Canção Francesa.
Ao ponto de a deixar entrar pela porta dentro, abrindo os ouvidos, o coração e a ... IF ! Na edição de hoje da IF, e embora o som de Vincent Delerm seja " muito cá de casa ", passa uma canção dele, irresistível, mas um pouco " fora-da-linha " : Fanny Ardant et moi.
A letra, que pode passar por irónica, é um bom bocado mais do que isso. Ainda por cima o rapaz aprecia o Truffaut ...



Logo ao lado, quem está ? Keren Ann. O último CD, " La Disparition ", é outro encanto. Se eu tivesse 16 anos, da janela do meu quarto visse o mar e tivesse este disco, por um momento poderia ser feliz.
A Nova Canção Francesa é uma outra " nouvelle vague " passados mais de 40 anos ? Não sei. Com ela, respira-se um ar que estava mesmo a ser preciso.


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30.5.03
 
"Passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim." ( Bernardo Soares in "Livro do Desassossego" ). Fernando Pessoa passa pela próxima IF.

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29.5.03
 
" I use to be swinging the girls 'cross the floor
and I use to be a lover like no one before
and all the girls whispered and giggled and blushed when I passed
But I know it's true that good things never last
Cause I'm older now, much older than I was, when I was young. "
( Jay Jay Johanson - I'm older now )

Esta é mais uma memória. A quem interessa ? Será " tudo aquilo que nunca quis saber sobre a Íntima Fracção ? ". Corresponde a uma viagem nocturna, em noite de lua cheia, entre Braga e Coimbra. Se a música não serve para fixar estes instantâneos, então serve para pouco.



I USE TO BE ...

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Calma ! Não é nenhuma incursão pelo "fantástico mundo da bola ". Trata-se apenas de um pequeno relato (ah ! ). Mostraram-me hoje a primeira Taça de Portugal. A de 1939, que a Académica ganhou ao Benfica por 4-3. Um inesperado impulso levou-me a tocar na Taça (na História ?). Foi esta emoção que me surpreendeu e lembrei-me de um texto de Sam Shepard que já utilizei na IF. " Às vezes surpreendo-me com a minha própria nostalgia por um tempo que nem sequer vivi, ou de que tenho apenas vagas recordações."

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28.5.03
 


A "célebre" mistura "You only live twice" feita para a IF e transmitida pela primeira vez em Fevereiro de 2002, vai estar disponível em CD para uns poucos (muito poucos) ouvintes da IF. O primeiro a recebê-la será Virgílio Nogueira, de Aveiro.

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24.5.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
24 / 25 de Maio de 2003

# The Waterboys : The thrill is gone ( versão não editada )
# Martin L. Gore : Candy says
# The MDH Band : Satellite of love ( reprise )
# David Bowie : When i live my dream
# Carla Bruni : Chanson triste
# Françoise Hardy : Lámour ne dure pas toujours
# The Softies : Favorite shade of blue
# Impostor Orchestra : Secrets will remain
# Czars : Song to the siren
# Cat Power : He was a friend of mine

# Doors : Love Street
# Bob Dylan : She belongs to me
# New Order : Your silent face
# Slowdive : Blue skied an' clear
# Smog : Nineteen
# Smog : Let's move to the country
# Piano Magic : Crown of the lost
# Nina Simone : Nobody knows you when your down and out

créditos sobre # Mastretta : Continental-Auto; música suplementar # Brad Mehldau : Cry me a river

textos

" Para lá das vozes cada vez mais confusas e indistintas, cria-se um nível a partir do qual (...) essa absurda traição do tempo deixa pura e simplesmente de existir, para tudo não ser mais do que memória - uma memória sem princípio nem fim que nos faz andar (...), desde sempre à procura de alguma coisa de raro e indefinível." ( Tahar ben Jelloun )

" O desejo do início e do silêncio, para que o instante seja a fábula do instante. O silêncio ... para dizer as palavras anteriores. É o centro, talvez a suspensão, a perda, o fundo : a ausência de cor - fundo incessante que procuro defender do assédio do sentido contra as presenças acidentais e a agitação da superfície. " ( António Ramos Rosa )

" Caminhar através de corredores intermináveis, brancos. Caminhar entre paredes lisas brancas sem que nenhuma porta se abra sem que nenhuma luz me ilumine a não ser esta sem sombra sem origem." ( António Ramos Rosa )

" Quartos vazios amplos e vazios mas sem dimensões concretas corredores paredes brancas o lugar está exposto com uma evidência violenta irrecusável. " ( António Ramos Rosa )

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23.5.03
 
Antecipação da IF.
Carla Bruni. Françoise Hardy. The Softies.



Uma modelo italiana retirada, a cantar em francês. Uma francesa a cantar, com uma inalterada elegância, desde 1962. Um duo feminino norte-americano a cantar como pássaros no meio do campo.

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" O desejo do início e do silêncio para que o instante seja a fábula do instante. O silêncio para dizer as palavras anteriores. É o centro, talvez a suspensão, a perda, o fundo : a ausência de cor. ( António Ramos Rosa )

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19.5.03
 
Ainda o silêncio e ... a imagem.
Silence, de Comès. Banda desenhada.


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Ainda o silêncio e, claro, a música.


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Ainda o silêncio.
Chega a Paula e acrescenta : "Existe e conquista-se. Por ser o "silêncio da cumplicidade". Basta pensar na ínfima quantidade de pessoas com as quais temos (temos mesmo?) intimidade suficiente para estar em silêncio... ".
É disto que se trata na IF. Sempre foi. O (difícil) silêncio da intimidade.


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"O silêncio ouve-se, toca-se. Existe." ( comenta a Manuela ).
Robert Bresson pensava que " if the ear is entirely won, give nothing to the eye ". Afirmação que tinha a ver com o cinema, mas não será esta a essência da rádio ?



O silêncio de que falamos não é o de " quem cala, consente. " (Cumplicidade do silêncio)
É o silêncio da cumplicidade.

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18.5.03
 
"o silêncio não existe..." ( comentário de Su ). O trajecto a caminho do silêncio, sim. ( respondo eu)


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17.5.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
17 / 18 de Maio de 2003

# King Crimson : Cadence and Cascade
# Giant Sand : Fly me to the moon
# Low e Spring Heel Jack : Hand so small
# Lene Lovich : Too tender to touch
# Goldfrapp : Forever
# Lamb : Less than two
# Chet baker : Come rain or come shine
# Beth Gibbons and Rustin' Man : Drake
# Friends of Dean Martinez : Twilight sleep

# Lisa Germano : Into the night
# Smog : Let's move to the country
# Martin L. Gore : In my other world
# Broadway Project : Sea of change
# Four Tet : And they all look broken hearted
# Azure Ray : Another week
# Brad Melhau : Dear Prudence
# Keith Jarrett : Köll Concert ( 2.c )

créditos sobre # April March : La piscine couverte; música suplementar # Departure Lounge : A strange descent

textos :

" A solidão dispensa o silêncio. O silêncio exige a solidão. Esta ... intimidade, que está apenas numa fracção. Um pequeno cristal que vibra por si - brilhando - persistentemente no meio da noite. " ( F.A. )
" O engano da memória é o do registo só aparentemente útil. Não se retoma aquilo que permanece. A cena passada já não é cena. As imagens já não existem, apenas as formas. Nada resiste para além do primeiro contacto. Retomar é banalizar. Não quero a repetição, quero o regresso ao primeiro e único momento. " ( F.A. sobre Barthes )
" Penetrando nos infindáveis mistérios dos grandes espaços nocturnos. O som alonga-se na distância. Concentricamente. Até onde correrá o som ?". ( F.A. )
" As palavras mais fortes foram já todas utilizadas. Os sons mais belos já conseguidos. Nem tudo foi errado. Deixámos de esperar o regresso de uma Idade de Ouro. " ( Roddy Frame )

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16.5.03
 
A IF está a ser invadida pelo jazz ? Que mal é que tem ? Há jazz que entra na IF sem desarrumar a casa.
A próxima edição da IF vai ter Brad Mehldau ( com uma versão de "Dear Prudence" ) e o regresso de Keith Jarrett, ao "Concerto Colónia" - parte 2.c.



A próxima IF abre com "Cadence and Cascade" dos King Crimson, de "In The Wake Of Poseidon", o segundo disco do grupo. Já tem mais de 30 anos. Publicado em 1970, ouvido agora, sobretudo este tema, continua a ter a mesma atmosfera planante que me fazia ilha no mar agitado do metropolitano. Uma companheira das Belas-Artes, que eu só me lembro de encontrar no Metro, entrava no Campo Pequeno e cantava baixinho :
" Cadence and Cascade
Kept a man named Jade;
Cool in the shade
While his audience played.
Purred
whispered
Spend us too:We only serve for you. "

Era um pouco triste, mas talvez ainda houvesse futuro.
What happen to Fernanda ?


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13.5.03
 
A imagem que serviu para a composição gráfica utilizada lá em cima, foi retirada de um filme de Robert Bresson. As considerações de Bresson sobre o som são fundamentais.
Entretanto, o fórum criado por ouvintes da IF continua aberto.

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O blog da IF mudou de aspecto. Isto deve-se a uma nova estrela da blogosfera portuguesa. Só lhe posso dizer : OBRIGADO !


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10.5.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
10 / 11 de Maio de 2003

# Lisa Germano : Pearls
# Wayne Horvitz : Close to you
# Cat Power : Keep on runnin'
# Beck : We live again
# The Go-Betweens : In her diary
# António Carlos Jobim : Insensatez
# Barry Adamson : Something wicked this way
# Mark Eitzel : To the sea
# Jay Jay Johanson : I'm older now ( extracto )
# Nina Simone : Isn't it a pity

# Everything but the girl : Come on home ( acústico )
# Sondre Lerche : Things you call faith
# Ed Harcourt : Metaphorically yours
# Alain Bashung : Faisons envie
# Brokeback : The Wilson Ave. Bridge In Chicago River 1953
# Costeau : To know her

créditos sobre # Bing Crosby : Stranger in paradise ; música suplementar # The Bad Plus : Heart of glass

textos :

" Por vezes, raras vezes, vem uma ou outra voz para me consolar. Mas nunca dizem aquilo que procuro. Mesmo entre sorrisos, estou completamente só, porque não sei quem és, e só tu és. As fantasias falsas não conseguem nunca esconder o vácuo do mais ausente dos rostos. Não sei quem és, e automaticamente tudo o que se tente se torna irreal. Fico reduzido a uma suspensão, uma espera, um sono, uma escuta imóvel. Sou aquele que dorme desde há séculos, aquele que aguarda, diluído no azul do sonho. Sou o que entre as árvores [...] só deseja a fonte mais clara."

" Deito-me e sonho com a floresta. Recordo-me do meu destino. Encontrarei o círculo, e tudo ficará em ordem."
" Arde no universo, como um só fogo, azul, inesgotável, central, definitivo."

" Com o tempo, todos os deuses acabaram por tornar-se imperfeitos. Todas as salvações, todos os deveres, todos os caminhos herdados acabaram por revelar a sua ineficácia, a sua incapacidade de conferir a liberdade. Ao fim do alinhamento de todos os séculos, acabámos por deparar com o puro desejo, a contemplação directa da liberdade infinita. Só a liberdade conduz a si própria, só a liberdade inexaurível é real. Alcançámos o nível do homem inventor ; atingimos o cume ; tornámo-nos de ar." (Johan Wiborg)

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Depois do post anterior, soube da triste notícia da morte súbita de um jornalista do tal tempo em que se gostava da profissão. João Bravo, do JN.
Assim mesmo. De morte súbita. Como dizem que morrem os jornalistas.
O João Bravo nunca chegou a saber, mas foi o primeiro jornalista que vi em serviço. Eu era miúdo e para mim ele era um mirone cheio de curiosidade. Não é assim que começa um jornalista ?

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9.5.03
 
MST, no Público de hoje, lança de novo e com todas as letras, a discussão sobre " O Massacre do Jornalismo ". Quem devia atirar-se ao debate, impondo que as coisas se alterassem, não o tem feito. E quem é ? Justamente a tal terceira geração de jornalistas a que MST se refere, mais os actuais estudantes de Comunicação Social e Jornalismo. Se esperarem pelo Sindicato ou pelas entidades patronais, o problema vai arrastar-se até, pelo menos, à 13 ª geração de jornalistas pós-censura. As instituições de Ensino Superior também deviam participar, mas, e com as tais honrosas excepções, pelos motivos que estão implícitos no artigo de MST, não estão interessadas.
Vai continuar tudo na mesma ? Talvez não.

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Mais uma vez vou utilizar, na IF de amanhã à noite, textos do magnífico João Wiborg. É simplesmente lamentável que a esmagadora maioria dos seus escritos não esteja publicada. E antes de mais porque ele não quer. Respeito.
Tenho que cumprir um pedido do João : devolver-lhe todos os textos que tenho em minha posse. A situação é difícil. O João Wiborg começou a enviar-me textos (por causa da IF) em 1986. Nunca quis receber qualquer contrapartida pela sua utilização. No início dos anos 90, ele fez uma colecção de textos seleccionados (TEXT SEL) que achava que eu podia utilizar na IF. Só conheci o João Wiborg, pessoalmente, em 1996. Estive com ele uma única vez e foi muito difícil encontrá-lo. É uma história que terá de ser contada melhor. Tenho dificuldade em separar-me destes textos.
" ... Fico reduzido a uma suspensão, uma espera, um sono, uma escuta imóvel."

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Afinal Lucie Dolène já tinha experiência de canções para o cinema. A segunda versão francesa de "A Branca de Neve e os Sete Anões" (1962) inclui a sua voz na dobragem da própria Branca de Neve. A história, que é mais complicada do que se possa pensar, está toda aqui. Lucie, que tem agora 72 anos, chegou a processar ( e ganhou ! ) a Disney, em 1994. Ganhar um processo à Disney deve ser coisa interessante !



Entretanto, Lucie Donèle deu a voz para muitos filmes de animação e emissões de televisão em língua francesa.
Há três anos, apareceu uma curta-metragem, "Blanche-Neige Lucie (Snow White Lucie)", de Pierre Huyghe, em que o autor aborda a questão de como as diversas línguas podem remeter para a mesma realidade. Figura principal ? Lucie Donèle.


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É no Japão que se encontram as edições discográficas mais incríveis. Andei eu à procura de quem cantava uma canção de Jacques Brel, que faz parte da banda sonora do filme " TINTIN ET LE TEMPLE DU SOLEIL " e ... nada. Recebi uma dica de Pedro Fonseca do Contrafactos&Argumentos e Blogs em.pt, que me remeteu para um site suíço, mas ... nada . Pois tinha que haver um japonês com a informação na net ! A "Chanson de Zorrino" é cantada por Lucie Dolene. Não conhecem ? Eu também não conhecia e até já passei a música na IF.


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6.5.03
 


April March esteve, dia 2, no Café de la Danse, em Paris. Dois dias antes tinha lá estado a Lisa Germano.
Pois é. E vivam as Queimas das Fitas ...


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Andei a viajar. Ouvi muito April March. "Chrominance decoder". Esta fotografia tirei-a a conduzir e completa a música no leitor do carro.

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1.5.03
 
ÍNTIMA FRACÇÃO
emissão de 3 / 4 de Maio de 2003

# Daniel Johnston : Now
# Lisa Germano : Into the night
# Ed Harcourt : From every sphere
# Air + Baricco : Se Vuoi Capire La Loro Storia
# Nina Simone : Nobody knows you when you're down and out
# Aphex Twin : Flim
# The Bad Plus : Flim
# Martin L. Gore : Candy says
# Milla Jovovich e The MDH Band : Satellite of love
# Julee Cruice : I remember
# The MDG Band : Satellite of love (reprise)
# Lemon Jelly : Spacewalk

# Doors : You're lost little girl
# Alain Bashung : Nights in white satin
# Lambchop : The daily ground
# Azure Ray : For no one
# The Platters : My prayer
# Murcof : Muim (extracto)
# Martin L. Gore : By this river
# Martin L. Gore : In my other world
# Julee Cruice : Im my other world

créditos finais sobre # April March : Chrominance decoder ; música suplementar # The Bad Plus
Textos : " Nunca escrevi, e acreditava que o fazia. Nunca amei, e acreditava que amava. Nunca fiz nada, a não ser esperar em frente da porta fechada." (M. Duras)
" O imperfeito é o tempo do fascínio : parece estar vivo e, no entanto, não mexe; presença imperfeita, morte imperfeita; nem esquecimento, nem ressureição; unicamente o engano esgotante da memória." (Barthes;Proust)

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